ANO XI - no 183
         Janeiro/2007
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Movimento Cidadania pelas Águas

INFORMATIVO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA,
ESGOTO E MEIO AMBIENTE NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

Privatização da Água castiga populações do mundo

Na Bolívia:

Cochabamba

Na bolívia, o governo deu início ao precesso de privatização dos serviços de água de Cochabamba em 1999, seguindo orientações do Banco Mundial. O contrato foi firmado com a Transnacional Águas Del Tunari. Ao contrário do que se divulgava antes da privatização, os aumentos tarifários chegaram a 300% e o decréscimo na qualidade dos serviços também gerou revolta por parte da população. Uma grande mobilização popular tomou conta das ruas de Cochabamba., forçando o governo boliviano a revogar, em abril de 2000, o contrato com a empresa privada.


Na Argentina:

Buenos Aires

O governo da província argentina de Buenos Aires e a concessionária de saneamento Azurix estão em pé de guerra. O governador Carlos Ruckauf convocou o legislativo para analisar a rescisão do contrato de concessão, já que várias cidades atendidas pela empresa estão enfrentando problemas de falta d'água e aumentos tarifários abusivos. A Azurix assumiu os serviços sanitários na província de Buenos Aires em julho de 1999, quando ganhou a concessão de 5 das 6 regiões resultantes da divisão da ex-empresa bonarense de água. Poucos meses depois, a prestação dos serviços começou a decair. Algumas cidades ficaram sem água e o caso mais grave foi o de Bahia Blanca, onde os usuários chegaram a receber água imprópria para o consumo durante um mês.


Tucumán

Os problemas surgidos da privatização do saneamento na Argentina não se restringem à província de Buenos Aires. Em Tucumán, a concessionária privada Águas Del Aconquija e o governo da província emplacaram uma briga que começou com a questão do cálculo das tarifas. Com a transferência dos serviços à iniciativa privada, a tarifa sofreu aumento de 100%. O conflito ficou mais acirrado em janeiro de 1996, quando a empresa forneceu água contaminada para a capital de Tucumán. Em agosto de 1997, a Águas Del Aconquija rescindiu o contrato unilateralmente, culpando a província.


No Brasil:

Região dos Lagos/RJ

Em três anos de concessão, a Prolagos, no Rio de Janeiro, não cumpriu as metas do contrato original. Os investimentos em saneamento não atendem nem 50% dos habitantes da região, quando o contrato previa o atendimento a 30% da população. A situação da outra concessionária, a Águas de Juturnaíba, é pior: os investimentos na rede de esgoto só serão feitos a partir de 2005. (o Globo on/Rio de Janeiro 05/03/2001)


Ribeirão Preto/SP

O contrato de concessão do sistema de esgotamento sanitário foi concedido à iniciativa privada em setembro de 195, por um prazo de 20 anos. As estações de tratamento de esgoto deveriam estar prontas até novembro de 1998, mas menos de 15% da obra foi concluída. A multa contratual foi de R$ 10 milhões. No entanto, em 2000, a Câmara de Vereadores "perdoou" a multa prevista no contrato.

Privatização em Limeira/SP

"Primeira concessão do setor de água no País; concorrência pública é suspeita de irregularidades" (Folha de São paulo).

 

"Nos tivemos privatizações da água, primeiro na Europa, com as grandes companhias francesas, espanholas, inglesas. Os indicadores até agora apontam que em todas as privatizações a qualidade foi deteriorada, as corporações têm grandes lucros, o setor público é derrubado e os preços aumentam". ( Frase da Conferência Canadense Maude Barlow, durante o Fórum Social Mundial).

 

CORRENTEZA

Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no Estado do Espírito Santo
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