|
 |
INFORMATIVO DO
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA,
ESGOTO E MEIO AMBIENTE NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO |
Privatização da Água
castiga populações do mundo
Na Bolívia:
Cochabamba
Na bolívia, o governo deu início ao precesso de
privatização dos serviços de água de Cochabamba em 1999, seguindo orientações do
Banco Mundial. O contrato foi firmado com a Transnacional Águas Del Tunari. Ao contrário
do que se divulgava antes da privatização, os aumentos tarifários chegaram a 300% e o
decréscimo na qualidade dos serviços também gerou revolta por parte da população. Uma
grande mobilização popular tomou conta das ruas de Cochabamba., forçando o governo
boliviano a revogar, em abril de 2000, o contrato com a empresa privada.
Na Argentina:
Buenos Aires
O governo da província argentina de
Buenos Aires e a concessionária de saneamento Azurix estão em pé de guerra. O
governador Carlos Ruckauf convocou o legislativo para analisar a rescisão do contrato de
concessão, já que várias cidades atendidas pela empresa estão enfrentando problemas de
falta d'água e aumentos tarifários abusivos. A Azurix assumiu os serviços sanitários
na província de Buenos Aires em julho de 1999, quando ganhou a concessão de 5 das 6
regiões resultantes da divisão da ex-empresa bonarense de água. Poucos meses depois, a
prestação dos serviços começou a decair. Algumas cidades ficaram sem água e o caso
mais grave foi o de Bahia Blanca, onde os usuários chegaram a receber água imprópria
para o consumo durante um mês.
Tucumán
Os problemas surgidos da privatização do
saneamento na Argentina não se restringem à província de Buenos Aires. Em Tucumán, a
concessionária privada Águas Del Aconquija e o governo da província emplacaram uma
briga que começou com a questão do cálculo das tarifas. Com a transferência dos
serviços à iniciativa privada, a tarifa sofreu aumento de 100%. O conflito ficou mais
acirrado em janeiro de 1996, quando a empresa forneceu água contaminada para a capital de
Tucumán. Em agosto de 1997, a Águas Del Aconquija rescindiu o contrato unilateralmente,
culpando a província.
No Brasil:
Região dos Lagos/RJ
Em três anos de concessão, a Prolagos,
no Rio de Janeiro, não cumpriu as metas do contrato original. Os investimentos em
saneamento não atendem nem 50% dos habitantes da região, quando o contrato previa o
atendimento a 30% da população. A situação da outra concessionária, a Águas de
Juturnaíba, é pior: os investimentos na rede de esgoto só serão feitos a partir de
2005. (o Globo on/Rio de Janeiro 05/03/2001)
Ribeirão Preto/SP
O contrato de concessão do sistema de
esgotamento sanitário foi concedido à iniciativa privada em setembro de 195, por um
prazo de 20 anos. As estações de tratamento de esgoto deveriam estar prontas até
novembro de 1998, mas menos de 15% da obra foi concluída. A multa contratual foi de R$ 10
milhões. No entanto, em 2000, a Câmara de Vereadores "perdoou" a multa
prevista no contrato.
Privatização em Limeira/SP
"Primeira concessão do setor de
água no País; concorrência pública é suspeita de irregularidades" (Folha de São
paulo).
"Nos
tivemos privatizações da água, primeiro na Europa, com as grandes companhias francesas,
espanholas, inglesas. Os indicadores até agora apontam que em todas as privatizações a
qualidade foi deteriorada, as corporações têm grandes lucros, o setor público é
derrubado e os preços aumentam". (
Frase da Conferência Canadense Maude Barlow, durante o Fórum Social Mundial).
|
 |