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INFORMATIVO DO
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA,
ESGOTO E MEIO AMBIENTE NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOD |
Movimento
de Cidadania Pelas Águas
O
Movimento de Cidadania Pelas Águas – MCPA, com seus 60 Centros de
Referência no Estado do Rio de Janeiro e outros 24 em 17 Estados da
Federação, vem confirmar a disposição da sociedade civil em atuar
de forma organizada em defesa dos seus direitos. Preocupado com a
questão ambiental, o MCPA reafirma o novo modelo de gestão dos
recursos hídricos, visando crescer o número de Centros de Referência
em todo o país e, assim, fortalecer o Movimento.
No
Estado do Rio de Janeiro, o Movimento vem concentrado forças na
participação da criação dos Comitês de Bacia Hidrográfica,
previstos na Lei das Águas (Lei 9433/97), que precisam sair do papel
e contar com participação de entidades representativas da sociedade.
Em Correntina-BA, estamos juntos na defesa do rio São Francisco; no
Paraná, participamos ativamente do Diálogo Iteramericano das Águas;
no Piauí o rio Parnaíba ganhou mais aliados em sua defesa; em São
Lourenço-MG, as atenções se voltam contra a atuação da empresa Água
Perrier, controlada pela Nestlé.
Muitas
são as frentes de trabalho dos Centros neste país tão rico em
mananciais.
Palestrantes:
José Chacon de Assis; Glauber Pinheiro; Rodrigo Machado; Otávio
Maffei; Rogério Bigio eSebastião Amorim
Brasil 21
– Uma Nova Ética para o Desenvolvimento
Esta
é uma pequena contribuição do CREA-RJ para a promoção de amplo
debate que busque a saída para o impasse que ameaça a sobrevivência
da humanidade, em particular para os países do Terceiro Mundo (o
Brasil especialmente). Nossa proposta visa discutir a sério um novo
modelo de desenvolvimento que combine justiça social e preservação
do meio ambiente: o desenvolvimento sustentável.
A
re-edição, pela 3º vez consecutiva, desta oficina visa consolidar
as idéias amplamente discutidas nos anos anteriores, sempre com a
presença acima de 150 participantes.
Palestrantes:
José Chacon de Assis; Reynaldo Rocha Barros; Sebastião Pinheiro e
Glauber Pinheiro
O
Bio-poder dos povos da floresta
O
ser humano é o principal agente modificador do meio. Devastou
florestas, impermeabilizou o solo, extinguiu outras formas de vida,
poluiu rios e mares.
Hoje,
quando reconhece que seu modelo de crescimento coloca em risco sua própria
sobrevivência, seja pela escassez da água, pela degradação do
solo, pelas mudanças provocadas na atmosfera e as decorrentes
respostas do planeta, o homem tenta resgatar sua compreensão da
natureza, perdida ao longo dos tempos.
Com
isto, populações tradicionais, habitantes de áreas naturais,
comunidades que viveram durante séculos completamente isoladas das
comodidades da vida moderna, passaram a ter contato com o homem
urbano, que vai até seus locais de origem em busca de descanso,
lazer, mas também para apropriar-se de sua cultura ou explorar seus
recursos.
As
consequências sofridas por estes povos são drásticas, populações
indígenas desapareceram devido a doenças que antes não conheciam,
os saberes milenares de sua cultura servem para enriquecer os
poderosos enquanto trazem miséria para suas famílias. Espécies da
flora e fauna utilizadas por seus antecessores, agora são patenteados
como se tivessem sido inventadas recentemente e trazem uma série de
riscos à sua sobrevivência. Comunidades inteiras foram dizimadas ou
expulsas covardemente de seus territórios apenas para atender aos
interesses gananciosos de corporações, mascarados pelo falso
argumento do desenvolvimento e do progresso. Mais recentemente, a
justificativa da preservação ambiental também tem sido usada para a
retirada de populações tradicionais de áreas naturais, que sempre
ocuparam convivendo em respeito mútuo com a natureza, por trazerem
intrinsecamente o conceito de sustentabilidade.
Dentro
da programação do Seminário “Cidadania Planetária”, realizado
pelo CREA-RJ e pelo Movimento de Cidadania pelas Águas, a Associação
Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro
– APEFERJ e a Fundação Juquira Candiru promoveram o Fórum Social
Florestal com o tema “Florestania: Floresta e Cidadania”,
debatendo a importância das populações tradicionais para a preservação
ambiental, o conhecimento de nossa biodiversidade e o estabelecimento
de novas tecnologias que venham ao encontro de um desenvolvimento
realmente sustentável, com respeito ao ser humano e ao meio ambiente.
Estaremos apresentando esta oficina no III Fórum Social Mundial,
difundindo esta nova consciência, pois acreditamos que um mundo
melhor é possível.
Segurança
e Saúde do Trabalhador – Flexibilização das relações de
trabalho
Apesar
dos avanços na área da Engenharia de Segurança, o Brasil ainda
apresenta dados estatísticos que indicam um quadro de precariedade no
campo da segurança e saúde do trabalhador. O adequado encaminhamento
de políticas e ações preventivas no cotidiano da produção
implica, necessariamente, em uma ampla mobilização da sociedade.
Este é o sentido da proposta de criação da Rede de Apoio à
Melhoria das condições de Trabalho, apresentada pelo CREA-RJ e
SOBES. Um projeto de tal natureza possibilitará a troca de informações
e dados entre os atores envolvidos, um diagnóstico abrangente da
segurança e saúde do trabalhador em seu ambiente de trabalho e a
promoção de iniciativas que contribuam para a prevenção dos
acidentes e a redução dos riscos ambientais. A exemplo dos Centros
de Referência do Movimento de Cidadania pelas Águas, a proposta é
que os núcleos desta nova rede sejam autônomos, não integrando
nenhum programa institucional, e incluam, de forma voluntária, o
poder público, trabalhadores, empresários, entidades técnicas,
associações comunitárias e pessoas interessadas em garantir aos
trabalhadores ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
Objetivos:
- Contribuir para conscientização da importância de ambientes de
trabalho saudáveis e seguros.
- Estimular a mobilização da sociedade, visando à construção de
uma mentalidade prevencionista.
Princípios
básicos:
- Garantir o pleno acesso de todos os interessados aos dados e informações
disponibilizados na Rede;
- Incentivar a participação da sociedade na discussão das variáveis
que afetam a Segurança e a Saúde do trabalhador, na busca de maior
conscientização quanto aos benefícios advindos de ambientes de
trabalho mais seguros e saudáveis;
- Dar prioridade às variáveis que afetem a Segurança e a Saúde do
trabalhador na avaliação dos requisitos que se façam necessários
na reorganização e/ou modernização dos processos produtivos.
- Incentivar as ações educativas que contribuam para a construção
de uma mentalidade prevencionista no seio da sociedade.
Palestrantes:
Reynaldo Barros, Denise Amstrong e José Chacon de Assis
Oficinas
organizadas pelo CONFEA
O
CONFEA – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, em
parceria com os CREAs, a MÚTUA e as Entidades Nacionais, realizará
três oficinas visando dotar o Sistema CONFEA/CREA de instrumento de
intercâmbio e troca de experiências, socialização de problemas e
alternativas que viabilizem soluções ágeis e eficazes, além de
formular propostas de articulação e ações para garantir a ampla
diversidade sócio-política e econômica-cultural.
A
primeira, “Área Tecnológica do Mercosul e o Desenvolvimento Social
e Econômico dos Países Membros e sua Integração com os Demais
Mercados”, acontecera no dia 24 de janeiro, às 08:30h, na sede do
CREA-RS, Ministrada pelo Ministro da Educação, Engº Mecânico
Cristovão Buarque, pelo Governador de Alagoas, Engº Civil Ronaldo
Lessa, pelo Engº de Minas José Bautista Vidal e pelo Professor
Pinguelli Rosa.
A
segunda, “Engenharia, Arquitetura e Agronomia Públicas”,
acontecera no dia 25 de janeiro, às 14:30h, na sede do CREA-RS,
ministrada pelo Presidente do CONFEA, Engº Civil Wilson Lang, pelo
Deputado Federal e Secretário de Recursos Hídricos do Estado de São
Paulo, Engº Agrônomo Antônio Mendes Thamer e pelo Presidente da
Federação das Associações de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
do Estado de São Paulo, Engº Civil José Tadeu Silva.
A
terceira, “Sensibilidade e Acessibilidade, Um Outro Mundo com Inclusão
é Possível”, acontecera no dia 26 de janeiro, às 14:30h, na sede
do CREA-RS, ministrada pelo Presidente do Instituto Rua Viva,
Arquiteto Nazareno Stanislau, pela Coordenadora de Projetos de
Acessibilidade da Cepam, Arquiteta Adriana Almeida Prado, pelo
Coordenador dos Cursos do Instituto Brasileiro de Administração
Municipal-RJ, Ricardo Moraes, pela Coordenadora de Treinamento para
Pessoas Deficientes-RJ, Ethel Rossenfeld e pelo Arquiteto José
Lanchotti, membro da Comissão de Elaboração de Normas Técnicas da
Corde-MJ.
Estratégias
frente a La expansión de la energia nuclear em Brasil y Argentina
Esta
oficina co-realizada pela Coalición Rios Vivos, WISE Argentina,
Fundación Boll, Amigos de la Tierra, CREA-RJ, Apedema-RJ, Sapê,
Urgenald, GT Energia do FBOMS e Movimento de Cidadania Pelas Águas, enfocará
a perspectiva para o Brasil, Argentina e México no que diz respeito a
seus planos nucleares e estratégias para evitar a construção de
Angra III no Brasil e Atucha na Argentina.
O
acordo nuclear entre Argentina e Austrália e seu impacto para os países
do Mercosul e o financiamento internacional para energia nuclear, também
serão focos dos debates.
Projeto
Memória Instantânea
O
CREA-RJ estará apresentando, dentro do Projeto Memória Instantânea
do Fórum Social Mundial, os vídeos documentários de sua participação
nos dois primeiros Fórums.
As
fitas apresentam não só as atividades específicas do Conselho, como
também retratam as atividades gerais dos eventos, testemunhos e
declarações de diversas personalidades e cidadãos comuns, que os
engrandeceram.
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