ANO XI - no 183
         Janeiro/2007
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Movimento Cidadania pelas Águas

INFORMATIVO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ÁGUA,
ESGOTO E MEIO AMBIENTE NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
D

Movimento de Cidadania Pelas Águas

 

O Movimento de Cidadania Pelas Águas – MCPA, com seus 60 Centros de Referência no Estado do Rio de Janeiro e outros 24 em 17 Estados da Federação, vem confirmar a disposição da sociedade civil em atuar de forma organizada em defesa dos seus direitos. Preocupado com a questão ambiental, o MCPA reafirma o novo modelo de gestão dos recursos hídricos, visando crescer o número de Centros de Referência em todo o país e, assim, fortalecer o Movimento.

No Estado do Rio de Janeiro, o Movimento vem concentrado forças na participação da criação dos Comitês de Bacia Hidrográfica, previstos na Lei das Águas (Lei 9433/97), que precisam sair do papel e contar com participação de entidades representativas da sociedade. Em Correntina-BA, estamos juntos na defesa do rio São Francisco; no Paraná, participamos ativamente do Diálogo Iteramericano das Águas; no Piauí o rio Parnaíba ganhou mais aliados em sua defesa; em São Lourenço-MG, as atenções se voltam contra a atuação da empresa Água Perrier, controlada pela Nestlé.

Muitas são as frentes de trabalho dos Centros neste país tão rico em mananciais.

Palestrantes: José Chacon de Assis; Glauber Pinheiro; Rodrigo Machado; Otávio Maffei; Rogério Bigio eSebastião Amorim

 

 

Brasil 21 – Uma Nova Ética para o Desenvolvimento

 

Esta é uma pequena contribuição do CREA-RJ para a promoção de amplo debate que busque a saída para o impasse que ameaça a sobrevivência da humanidade, em particular para os países do Terceiro Mundo (o Brasil especialmente). Nossa proposta visa discutir a sério um novo modelo de desenvolvimento que combine justiça social e preservação do meio ambiente: o desenvolvimento sustentável.

A re-edição, pela 3º vez consecutiva, desta oficina visa consolidar as idéias amplamente discutidas nos anos anteriores, sempre com a presença acima de 150 participantes.

Palestrantes: José Chacon de Assis; Reynaldo Rocha Barros; Sebastião Pinheiro e Glauber Pinheiro

 

O Bio-poder dos povos da floresta

 

O ser humano é o principal agente modificador do meio. Devastou florestas, impermeabilizou o solo, extinguiu outras formas de vida, poluiu rios e mares.

Hoje, quando reconhece que seu modelo de crescimento coloca em risco sua própria sobrevivência, seja pela escassez da água, pela degradação do solo, pelas mudanças provocadas na atmosfera e as decorrentes respostas do planeta, o homem tenta resgatar sua compreensão da natureza, perdida ao longo dos tempos.

Com isto, populações tradicionais, habitantes de áreas naturais, comunidades que viveram durante séculos completamente isoladas das comodidades da vida moderna, passaram a ter contato com o homem urbano, que vai até seus locais de origem em busca de descanso, lazer, mas também para apropriar-se de sua cultura ou explorar seus recursos.

As consequências sofridas por estes povos são drásticas, populações indígenas desapareceram devido a doenças que antes não conheciam, os saberes milenares de sua cultura servem para enriquecer os poderosos enquanto trazem miséria para suas famílias. Espécies da flora e fauna utilizadas por seus antecessores, agora são patenteados como se tivessem sido inventadas recentemente e trazem uma série de riscos à sua sobrevivência. Comunidades inteiras foram dizimadas ou expulsas covardemente de seus territórios apenas para atender aos interesses gananciosos de corporações, mascarados pelo falso argumento do desenvolvimento e do progresso. Mais recentemente, a justificativa da preservação ambiental também tem sido usada para a retirada de populações tradicionais de áreas naturais, que sempre ocuparam convivendo em respeito mútuo com a natureza, por trazerem intrinsecamente o conceito de sustentabilidade.

Dentro da programação do Seminário “Cidadania Planetária”, realizado pelo CREA-RJ e pelo Movimento de Cidadania pelas Águas, a Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro – APEFERJ e a Fundação Juquira Candiru promoveram o Fórum Social Florestal com o tema “Florestania: Floresta e Cidadania”, debatendo a importância das populações tradicionais para a preservação ambiental, o conhecimento de nossa biodiversidade e o estabelecimento de novas tecnologias que venham ao encontro de um desenvolvimento realmente sustentável, com respeito ao ser humano e ao meio ambiente. Estaremos apresentando esta oficina no III Fórum Social Mundial, difundindo esta nova consciência, pois acreditamos que um mundo melhor é possível.

 

Segurança e Saúde do Trabalhador – Flexibilização das relações de trabalho

 

Apesar dos avanços na área da Engenharia de Segurança, o Brasil ainda apresenta dados estatísticos que indicam um quadro de precariedade no campo da segurança e saúde do trabalhador. O adequado encaminhamento de políticas e ações preventivas no cotidiano da produção implica, necessariamente, em uma ampla mobilização da sociedade. Este é o sentido da proposta de criação da Rede de Apoio à Melhoria das condições de Trabalho, apresentada pelo CREA-RJ e SOBES. Um projeto de tal natureza possibilitará a troca de informações e dados entre os atores envolvidos, um diagnóstico abrangente da segurança e saúde do trabalhador em seu ambiente de trabalho e a promoção de iniciativas que contribuam para a prevenção dos acidentes e a redução dos riscos ambientais. A exemplo dos Centros de Referência do Movimento de Cidadania pelas Águas, a proposta é que os núcleos desta nova rede sejam autônomos, não integrando nenhum programa institucional, e incluam, de forma voluntária, o poder público, trabalhadores, empresários, entidades técnicas, associações comunitárias e pessoas interessadas em garantir aos trabalhadores ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Objetivos:
- Contribuir para conscientização da importância de ambientes de trabalho saudáveis e seguros.
- Estimular a mobilização da sociedade, visando à construção de uma mentalidade prevencionista.

Princípios básicos:
- Garantir o pleno acesso de todos os interessados aos dados e informações disponibilizados na Rede;
- Incentivar a participação da sociedade na discussão das variáveis que afetam a Segurança e a Saúde do trabalhador, na busca de maior conscientização quanto aos benefícios advindos de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis;
- Dar prioridade às variáveis que afetem a Segurança e a Saúde do trabalhador na avaliação dos requisitos que se façam necessários na reorganização e/ou modernização dos processos produtivos.
- Incentivar as ações educativas que contribuam para a construção de uma mentalidade prevencionista no seio da sociedade.

Palestrantes: Reynaldo Barros, Denise Amstrong e José Chacon de Assis

 

Oficinas organizadas pelo CONFEA

 

O CONFEA – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, em parceria com os CREAs, a MÚTUA e as Entidades Nacionais, realizará três oficinas visando dotar o Sistema CONFEA/CREA de instrumento de intercâmbio e troca de experiências, socialização de problemas e alternativas que viabilizem soluções ágeis e eficazes, além de formular propostas de articulação e ações para garantir a ampla diversidade sócio-política e econômica-cultural.

A primeira, “Área Tecnológica do Mercosul e o Desenvolvimento Social e Econômico dos Países Membros e sua Integração com os Demais Mercados”, acontecera no dia 24 de janeiro, às 08:30h, na sede do CREA-RS, Ministrada pelo Ministro da Educação, Engº Mecânico Cristovão Buarque, pelo Governador de Alagoas, Engº Civil Ronaldo Lessa, pelo Engº de Minas José Bautista Vidal e pelo Professor Pinguelli Rosa.

A segunda, “Engenharia, Arquitetura e Agronomia Públicas”, acontecera no dia 25 de janeiro, às 14:30h, na sede do CREA-RS, ministrada pelo Presidente do CONFEA, Engº Civil Wilson Lang, pelo Deputado Federal e Secretário de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Engº Agrônomo Antônio Mendes Thamer e pelo Presidente da Federação das Associações de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo, Engº Civil José Tadeu Silva.

A terceira, “Sensibilidade e Acessibilidade, Um Outro Mundo com Inclusão é Possível”, acontecera no dia 26 de janeiro, às 14:30h, na sede do CREA-RS, ministrada pelo Presidente do Instituto Rua Viva, Arquiteto Nazareno Stanislau, pela Coordenadora de Projetos de Acessibilidade da Cepam, Arquiteta Adriana Almeida Prado, pelo Coordenador dos Cursos do Instituto Brasileiro de Administração Municipal-RJ, Ricardo Moraes, pela Coordenadora de Treinamento para Pessoas Deficientes-RJ, Ethel Rossenfeld e pelo Arquiteto José Lanchotti, membro da Comissão de Elaboração de Normas Técnicas da Corde-MJ.

 

 

Estratégias frente a La expansión de la energia nuclear em Brasil y Argentina

 

Esta oficina co-realizada pela Coalición Rios Vivos, WISE Argentina, Fundación Boll, Amigos de la Tierra, CREA-RJ, Apedema-RJ, Sapê, Urgenald, GT Energia do FBOMS e Movimento de Cidadania Pelas Águas, enfocará a perspectiva para o Brasil, Argentina e México no que diz respeito a seus planos nucleares e estratégias para evitar a construção de Angra III no Brasil e Atucha na Argentina.

O acordo nuclear entre Argentina e Austrália e seu impacto para os países do Mercosul e o financiamento internacional para energia nuclear, também serão focos dos debates.

 

Projeto Memória Instantânea

O CREA-RJ estará apresentando, dentro do Projeto Memória Instantânea do Fórum Social Mundial, os vídeos documentários de sua participação nos dois primeiros Fórums.

As fitas apresentam não só as atividades específicas do Conselho, como também retratam as atividades gerais dos eventos, testemunhos e declarações de diversas personalidades e cidadãos comuns, que os engrandeceram.

 

CORRENTEZA

Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no Estado do Espírito Santo
Rua Loren Reno, 95 - CEP 29015-570 - Vitória - ES - Telefax: (027) 3222-0544, 3222-0864, 3222-0797
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